sexta-feira, 22 de maio de 2015

"Posso não concordar com o que dizes...."

Boa tarde. Eu andava meio sem ideias para escrever, mas hoje resolvi "voltar", por dois motivos:
1 - conversando com um amigo, que perguntava como tudo começou, expliquei e também lembrei como foi: as aulas começariam no dia 9/2. Então, na semana anterior, voltamos para a Semana Pedagógica, quando soubemos que as aulas seriam redistribuídas. Explico: todos os anos, os professores escolhem as turmas para as quais irão lecionar. E quase sempre, essa distribuição é feita no início do ano. Mas é ruim, porque temos pouco tempo para planejar metodologias, estratégias de ensino, reorganização de livros, ou até mesmo a aquisição de livros específicos. Em 2014 tivemos uma distribuição e quando saímos de férias, já saímos sabendo para quais turmas iríamos lecionar. Então, um aviso de redistribuição, uma semana antes das aulas começarem, não foi muito bem visto, mesmo porque iria "engolir" dias da Semana Pedagógica, que já é curta. Mas, fazer o quê, fomos para a redistribuição. Mas, durante essa redistribuição, ficamos sabendo que turmas estavam sendo fechadas, funcionários mandados embora, professores PSS sem receber desde Dezembro, falta de recursos e pessoal para o início das aulas. Todo mundo sabe que as escolas estão longe do ideal, mas precisam de um mínimo para iniciar o ano letivo, e isso não estava sendo providenciado, muito pelo contrário. E foi nesse espírito que foi organizada uma Assembleia em Guarapuava, e nela ficou definido que voltaríamos à Greve, já que a de 2014 não só não resolveu os problemas, como também nem tudo que ficou definido na ocasião fora resolvido. Ou seja: quem provocou a Greve não foi a oposição, como querem fazer parecer, mas a própria situação. E os professores decidiram entrar em greve por todas as questões, e não apenas por salário, ou o que querem que a população pense....
2 - quando uma Professora de Piraquara gravou um vídeo, afirmando que os professores "ganham bem" e "não tem motivo para entrar em greve", ficou bem claro que ela estava sendo manipulada, pois ela não sabe a realidade de todos os professores do Paraná, e onde ela trabalha, há um salário bem maior, pois trabalha com um público específico (se quiser saber mais, pode procurar na mídia). Mas, querendo saber mais sobre a tal professora, vi em seu perfil que ela pertence a um grupo chamado Tenda Digital, onde gostam de chamar professores de comunistas, e também estão sendo acusados de invadir perfis de outros professores, no Facebook, a fim de criarem notícias falsas. Uma delas: "a professora de seu filho é petista"! kkkkkk Eu ri muito disso, por ser tão medíocre e primário...Conheço professores que são filiados ao PT, PSDB, PDT, PMDB ou não são filiados a partido nenhum. Mas todos estavam na Praça Nossa Senhora da Salete, reivindicando seus direitos, no Dia 29/4 e foram bombardeados por igual (ou acham que os policiais perguntavam o partido da pessoa, antes de atirar?). Eu, da minha parte, fico tranquilo se fizerem algo com meu perfil, e por dois motivos: a) as pessoas que tenho em minha lista são inteligentes o suficiente para separar verdades de mentiras; b) mesmo que tenham dúvida, sabem que podem vir perguntar a mim, que responderei. Então, não preciso que alguém "devasse" a minha vida, pois eu mesmo faço isso. E, aliás, desde quando pertencer a algum partido é sinônimo de crime? Querem incriminar as pessoas porque pertencem ao Partido A ou B? Sério? Partido único, na minha terra, é sinônimo de Fascismo....mas quem tem feito isso nem deve saber direito o que é....e aliás, sou Professor de História, mas não me identifico com a tal professora, que deve lecionar da mesma maneira que emite opiniões....

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