Mais uma vez, tentam criar uma confusão em relação ao que recebemos, como professores. Há pessoas que acham que o que recebemos já é justo, e não temos porque lutar.
A essas pessoas, primeiramente, gostaria de lembrar que não estamos lutando somente por salários e sim por uma infinidade de questões que, se as pessoas tiverem a paciência de procurar, afetam a educação de várias maneiras, desde que o ano começou.
Segundo, estamos lutando pelo básico. Não é aumento, e sim atualização do que recebemos, o que é previsto por lei e justo, dentro do mínimo que se espera de quem administra o Estado.
E, em terceiro, não recebemos 7, 8, 13 ou 23 mil, como querem que as pessoas pensem. E é por isso que escrevo esse texto, baseando-se no Portal da Transparência, que peço aos que falam sem saber, que leiam...
Primeiramente, todos sabem, ou devem saber, que para ser Professor QPM (Quadro Próprio do Magistério) ou Concursado, como geralmente falam, é necessário concluir um curso Superior (Letras Português ou Inglês, História, Biologia, Física, Química, Educação Física, etc.). Além dos 9 anos de Ensino Fundamental e 3 de Ensino Médio, são mais 4 anos de Faculdade, trabalhos, pesquisa, aulas práticas, livros e mais livros a serem lidos, etc. É um universo difícil, mas gratificante, onde realmente nos colocamos em contato com a aprendizagem na sua essência, e saímos profissionais em alguma área. Infelizmente, ainda é uma quantidade mínima de pessoas que chegam a esse nível:
São Paulo e Rio de Janeiro (que aparecem em tom mais escuro) tem 11,67% da população com ensino superior completo. Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outros, têm cerca 10% da população nessa faixa. O Amazonas, Tocantins e estados do Norte e Nordeste, têm cerca de 7 ou 8% e os que aparecem em tons mais claros, como Pará, Maranhão e Bahia, tem apenas 5% da população nessa faixa. Ou seja: é muito pouco! Mesmo aqui, onde pensamos que muita gente está num nível educacional bom, 10 a 11% é muito pouco...
E é nessa faixa que se encontram os professores do Estado do Paraná: para ser QPM, precisa ter Superior completo e ser concursado.
E aí vem outra questão: o Concurso. Imaginando que a população está constantemente crescendo, imagina-se que sejam necessárias mais escolas e mais professores, não é mesmo? Mas, desde o Governo Requião, não se fazem concursos em nosso Estado, e ainda estão sendo chamados os remanescentes do Concurso de 2007, que dizia o seguinte, em seu chamamento:
A essas pessoas, primeiramente, gostaria de lembrar que não estamos lutando somente por salários e sim por uma infinidade de questões que, se as pessoas tiverem a paciência de procurar, afetam a educação de várias maneiras, desde que o ano começou.
Segundo, estamos lutando pelo básico. Não é aumento, e sim atualização do que recebemos, o que é previsto por lei e justo, dentro do mínimo que se espera de quem administra o Estado.
E, em terceiro, não recebemos 7, 8, 13 ou 23 mil, como querem que as pessoas pensem. E é por isso que escrevo esse texto, baseando-se no Portal da Transparência, que peço aos que falam sem saber, que leiam...
Primeiramente, todos sabem, ou devem saber, que para ser Professor QPM (Quadro Próprio do Magistério) ou Concursado, como geralmente falam, é necessário concluir um curso Superior (Letras Português ou Inglês, História, Biologia, Física, Química, Educação Física, etc.). Além dos 9 anos de Ensino Fundamental e 3 de Ensino Médio, são mais 4 anos de Faculdade, trabalhos, pesquisa, aulas práticas, livros e mais livros a serem lidos, etc. É um universo difícil, mas gratificante, onde realmente nos colocamos em contato com a aprendizagem na sua essência, e saímos profissionais em alguma área. Infelizmente, ainda é uma quantidade mínima de pessoas que chegam a esse nível:
São Paulo e Rio de Janeiro (que aparecem em tom mais escuro) tem 11,67% da população com ensino superior completo. Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outros, têm cerca 10% da população nessa faixa. O Amazonas, Tocantins e estados do Norte e Nordeste, têm cerca de 7 ou 8% e os que aparecem em tons mais claros, como Pará, Maranhão e Bahia, tem apenas 5% da população nessa faixa. Ou seja: é muito pouco! Mesmo aqui, onde pensamos que muita gente está num nível educacional bom, 10 a 11% é muito pouco...
E é nessa faixa que se encontram os professores do Estado do Paraná: para ser QPM, precisa ter Superior completo e ser concursado.
E aí vem outra questão: o Concurso. Imaginando que a população está constantemente crescendo, imagina-se que sejam necessárias mais escolas e mais professores, não é mesmo? Mas, desde o Governo Requião, não se fazem concursos em nosso Estado, e ainda estão sendo chamados os remanescentes do Concurso de 2007, que dizia o seguinte, em seu chamamento:
PROFESSOR do Quadro Próprio do Magistério, para atuação nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, História, Educação Física, Arte, Química, Física, Biologia, Filosofia, Línguas Estrangeiras Modernas - Inglesa, Espanhola, Alemã e Italiana.
2.1. REGIME JURÍDICO: Estatutário, com direitos, vantagens, obrigações e atribuições especificadas na Lei Complementar nº 7, de 22 de dezembro de 1976 (Estatuto do Magistério), na Lei Complementar nº 77, de 26 de abril de 1996, na Lei Complementar n.º 103/2004 , de 15 de março de 2004, na Lei Complementar nº 106/2004, de 22 de dezembro de 2004, na Lei Estadual nº 6.174, de 16 de novembro de 1970 (Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado do Paraná) e legislação pertinente que vier a ser aplicada.
2.2. CARGA HORÁRIA: 20 horas semanais.
2.3. REMUNERAÇÃO MENSAL INICIAL: R$ 602,76 (Seiscentos e dois reais e setenta e seis centavos) mais auxílio transporte conforme Lei Complementar nº 103/2004, de 15 de março de 2004.
2.4. ESCOLARIDADE MÍNIMA: Licenciatura Plena.
Perceberam? O candidato teria que ter Licenciatura Plena (Superior Completo), para receber R$ 602,76 inicial.
Agora, vamos pensar o que aconteceu com esse "candidato" de 2007:
Primeiramente, ele entrará no Estágio Probatório:
Art. 10. O estágio probatório é o período de 03 (três) anos de efetivo exercício, a contar da data do seu início, durante o qual o Professor é avaliado para atingir a estabilidade no cargo para o qual foi nomeado.
Calculando que uma pessoa terminasse a Faculdade aos 22 anos e, no ano seguinte fizesse Concurso, começaria a trabalhar com 23, 24 nos. E terminaria o Estágio Probatório aos 26 ou 27 anos. Só então começaria a "subir de nível":
Artigo 11, IV, § 6º. Não poderá ser promovido o Professor em estágio probatório, aposentado, em disponibilidade ou em licença para tratar de interesses particulares.
Depois diso, ele começa a seguir o seguinte plano:
Calculando que uma pessoa terminasse a Faculdade aos 22 anos e, no ano seguinte fizesse Concurso, começaria a trabalhar com 23, 24 nos. E terminaria o Estágio Probatório aos 26 ou 27 anos. Só então começaria a "subir de nível":
Artigo 11, IV, § 6º. Não poderá ser promovido o Professor em estágio probatório, aposentado, em disponibilidade ou em licença para tratar de interesses particulares.
Depois diso, ele começa a seguir o seguinte plano:
Art. 11. A promoção na Carreira é a passagem de um Nível para outro, mediante Titulação acadêmica na área da educação, nos termos de resolução específica, ou Certificação obtida por meio do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE, previsto nesta Lei, com critérios e formas a serem definidos por lei.
I - Os Níveis Especial I, Especial II e Especial III ficam reservados aos profissionais referidos no artigo 5º., § 2º., desta Lei, que possuam formação em Nível Médio, Licenciatura Curta e Licenciatura Curta com estudos adicionais, respectivamente;
II - Será promovido para o Nível I, na mesma Classe em que se encontra na Carreira, o Professor de Nível Especial que obtiver Licenciatura Plena;
III - Será promovido para o Nível II, na mesma Classe em que se encontra na Carreira, o Professor com Licenciatura Plena que obtiver pós-graduação com carga horária mínima de 360 (trezentos e sessenta) horas, na área da educação, com critérios definidos pela Secretaria de Estado da Educação;
IV - Será promovido para o Nível III, Classe 1, o Professor que estiver no Nível II, Classe 11, e que obtiver Certificação por meio do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE, nos termos da lei, para a qual será aproveitada a Titulação obtida em curso de pós-graduação como critério total ou parcial para obtenção da Certificação.
Cada "casa" na Tabela, leva dois anos para ser atingida:
Se nosso "candidato" fizer o Pós-Graduação (um ano, geralmente), poderá subir para o Nível II. Dessa forma, aos 35, 36 anos, poderá estar preparado para o Nível III e, aos 50 anos (de idade), receber a "última casinha": R$ 4.306, 43 (para 20 horas) ou R$ 8.612, 86 para 40 Horas.
No Colégio onde trabalho, apenas 4 professores começaram a "subir as casinhas do Nível III, e todos têm 40 horas. Então, os salários mais altos devem ser em torno de R$ 5.829,52. Um está quase se aposentando (35 anos de serviço). Ou seja, trabalhou a vida toda para receber menos de R$ 6.000,00 por mês.
Lembrando: 40 horas significam 26 Aulas, ou em meu caso, 13 turmas, com cerca de 40 alunos cada. Isso dá em torno de 520 alunos que devem ser ensinados, devemos fazer exercícios, provas, correções, e ainda incentivá-los a fazer a coisa certa, para que sejam bons profissionais, bons cidadãos, bons filhos, maridos, esposas, pais. Ou seja: prepará-los para a vida....E ainda ouvir vereador reclamar que receber R$ 15.000,00 por mês é pouco...
Agora, sabendo isso, pode decidir, se você quer ser Professor (R$ 6.000,00), Vereador (R$ 15.000,00), Governador (R$ 29.462, 25) ou Investigador de Polícia 5ª Classe (R$ 7177,81*), por exemplo.
Fonte: http://www.portaldatransparencia.pr.gov.br/
* não sei bem quanto tempo é necessário para se chegar ao último nível da 5ª Classe, na Polícia. Mas deve ser o mesmo que é necessário para o Nível III de Professor: uma vida)
No Colégio onde trabalho, apenas 4 professores começaram a "subir as casinhas do Nível III, e todos têm 40 horas. Então, os salários mais altos devem ser em torno de R$ 5.829,52. Um está quase se aposentando (35 anos de serviço). Ou seja, trabalhou a vida toda para receber menos de R$ 6.000,00 por mês.
Lembrando: 40 horas significam 26 Aulas, ou em meu caso, 13 turmas, com cerca de 40 alunos cada. Isso dá em torno de 520 alunos que devem ser ensinados, devemos fazer exercícios, provas, correções, e ainda incentivá-los a fazer a coisa certa, para que sejam bons profissionais, bons cidadãos, bons filhos, maridos, esposas, pais. Ou seja: prepará-los para a vida....E ainda ouvir vereador reclamar que receber R$ 15.000,00 por mês é pouco...
Agora, sabendo isso, pode decidir, se você quer ser Professor (R$ 6.000,00), Vereador (R$ 15.000,00), Governador (R$ 29.462, 25) ou Investigador de Polícia 5ª Classe (R$ 7177,81*), por exemplo.
Fonte: http://www.portaldatransparencia.pr.gov.br/
* não sei bem quanto tempo é necessário para se chegar ao último nível da 5ª Classe, na Polícia. Mas deve ser o mesmo que é necessário para o Nível III de Professor: uma vida)


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