quarta-feira, 27 de maio de 2015

Dignidade

Triste data...há um mês, no dia 27/4, começou a segunda greve deste ano, e ainda não se vê "luz no fim do túnel"...Na RPC, acabamos de ver que o Governo ainda age como se estivesse certo, com a razão, "dono da bola", mesmo com tudo que tem acontecido e aparecido na mídia. É incrível a capacidade que as pessoas têm, de "varrer a sujeira para baixo do tapete" e "empurrar os problemas com a barriga", sem cuidado, sem respeito com os demais envolvidos. Caso alguém ainda não tenha notado, todos os funcionários públicos em greve também são paranaenses, e igualmente prejudicados por essa greve, como todo o resto da população...O professor, o funcionário de escola, o funcionário da saúde, ou de penitenciária, o policial, são todos pessoas que possuem famílias, contas a pagar, dívidas adquiridas e um nome a zelar. Por sermos funcionários do Estado, somos ainda mais cobrados em nossa lisura, honestidade e respeito, pois representamos o Estado e, preferencialmente, queremos representá-lo bem. Quando fomos fazer concurso ou assinar um contrato de trabalho por tempo indeterminado ou determinado, tivemos que preencher todos os requisitos necessários, e fomos informados de quanto iríamos receber, como seriam as promoções , quais as vantagens e desvantagens do serviço que iríamos desempenhar. E nenhuma dessas funções é simples: educar crianças e jovens, cuidar da saúde da população, atender os presidiários, manter a segurança nas ruas...Todas essas funções são importantíssimas para que a sociedade caminhe bem e haja desenvolvimento. Mas o que fazer quando o empregador não cumpre o que tinha se proposto? O que fazer quando ele começa a tirar direitos adquiridos ou não pagar o que tinha sido definido em lei? Calar a boca e continuar trabalhando, sorrindo e atendendo a população? Geralmente, é o que fazemos, e todos sabemos que o momento de reclamar o que nos é de direito não é em sala de aula, nem no posto de saúde, no hospital, na delegacia. Geralmente, as nossas necessidades são atendidas de maneira vagarosa, e mesmo assim, tentamos continuar trabalhando dignamente, sorrindo, tendo paciência e muitas vezes, recebendo até xingamentos em nossos locais de trabalho. A greve só acontece quando se esgotam todas as possibilidades de negociação, e termina quando elas são resolvidas. Ninguém entra em greve, um belo dia, sem mais nem menos. Primeiro, tenta-se de tudo, para que ela não aconteça. É por isso que havia anos que não ocorriam greves: porque resolvia-se tudo tranquilamente, sem maiores tumultos, e a população nem ficava sabendo dos detalhes. Agora, não só a população tem acompanhado tudo de perto, com tem visto estarrecida seus professores, funcionários de escola, policias, médicos, enfermeiros e outros, sendo bombardeados (literalmente), massacrados, ignorados, desrespeitados em seus direitos básicos. É por essa dignidade, por esse respeito, por essa situação em que fomos jogados, que estamos em greve. Coimo poderemos atender a população com a dignidade que ela merece, se nós mesmos, enquanto paranaenses, eleitores e cidadãos, não temos tido esse mesmo respeito????


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