Numa tentativa de resgatar a historicidade da Greve de 2015, voltei a olhar todos os anúncios feitos pela APP-Sindicato. Poderia ter lido jornais e revistas, e revisto vídeos, mas achei que o ponto inicial deveria ser as postagens do Sindicato, pois ele foi o epicentro do terremoto, que nos levou a votar pela Greve, e foi acusado pelo Governo de fazer jogada política.
Não vi postagens de 2014, e usei como ponto inicial a primeira postagem de 2015, do Dia 28 de Janeiro, quando a SEED determinou a redistribuição das aulas. Explico: as aulas já haviam sido distribuídas em 2014, ou seja: os professores já haviam escolhido para quais turmas iriam lecionar, o que é um avanço. Mas, veio a ordem, vamos cumprir, não é mesmo?
Assim, a Semana de 2 a 6 de Fevereiro, que deveria ser para Planejamento, acabou se tornando em Redistribuição (2 a 4) e Planejamento (5 e 6). Ou seja: queriam que organizássemos o início do ano letivo da seguinte maneira: num dia (o meu foi 3/2) escolheríamos para quais turmas daríamos aulas (eu escolhi Ensino Médio, duas aulas por turma = 13 turmas) e em dois dias planejasse como seria o início com essas 13 turmas. Se alguém quiser, explico melhor a importância do Planejamento em outra postagem, mais detalhada.
Mas as notícias não eram somente essas:
30/01/2015 - 30% dos(as) funcionários(as) PSS de escola serão demitidos
Os efetivos não haviam recebido o Terço de Férias, os PSS não haviam recebido o mês de Dezembro de 2014, funcionários seriam demitidos, inviabilizando o início das aulas em muitas escolas, e ainda havia um "pacotaço de medidas" que seriam votados na Assembléia Legislativa, que prejudicariam a carreira de todos:
3. Retomada das negociações sobre os temas educacionais e a organização escolar;
4. Retomada do Porte das Escolas (tendo como referência mínima dezembro de 2014).
1. Retomada imediata dos projetos educacionais e programas;
2. Abertura e reabertura de turmas/matrículas, contra a superlotação das salas de aulas;
3. Nomeados de todos(as) os(as) concursados(as);
Não vi postagens de 2014, e usei como ponto inicial a primeira postagem de 2015, do Dia 28 de Janeiro, quando a SEED determinou a redistribuição das aulas. Explico: as aulas já haviam sido distribuídas em 2014, ou seja: os professores já haviam escolhido para quais turmas iriam lecionar, o que é um avanço. Mas, veio a ordem, vamos cumprir, não é mesmo?
Assim, a Semana de 2 a 6 de Fevereiro, que deveria ser para Planejamento, acabou se tornando em Redistribuição (2 a 4) e Planejamento (5 e 6). Ou seja: queriam que organizássemos o início do ano letivo da seguinte maneira: num dia (o meu foi 3/2) escolheríamos para quais turmas daríamos aulas (eu escolhi Ensino Médio, duas aulas por turma = 13 turmas) e em dois dias planejasse como seria o início com essas 13 turmas. Se alguém quiser, explico melhor a importância do Planejamento em outra postagem, mais detalhada.
Mas as notícias não eram somente essas:
30/01/2015 - 30% dos(as) funcionários(as) PSS de escola serão demitidos
Os efetivos não haviam recebido o Terço de Férias, os PSS não haviam recebido o mês de Dezembro de 2014, funcionários seriam demitidos, inviabilizando o início das aulas em muitas escolas, e ainda havia um "pacotaço de medidas" que seriam votados na Assembléia Legislativa, que prejudicariam a carreira de todos:
Boletim da APP-Sindicato - 01/2015
Diante desse quadro, a APP-Sindicato convocou uma Assembleia, que ocorreu em Guarapuava, no dia 07/02/2015, e essa Assembleia definiu Greve a partir de 09/02/2015.
Qual era a Pauta da Greve?
PAUTA DA GREVE
1. Retirada ou rejeição dos projetos de lei PLC 06/2015 e o 60/2015 (a nomenclatura que receberam as duas mensagens enviadas pelo governador à Assembleia Legislativa do Paraná na última semana);
2. Pagamento imediato dos salários em atraso (PSS, 1/3 de férias, auxílio alimentação, conveniadas);
3. Retomada das negociações sobre os temas educacionais e a organização escolar;
4. Retomada do Porte das Escolas (tendo como referência mínima dezembro de 2014).
PONTOS IMEDIATOS PARA NEGOCIAÇÃO
1. Retomada imediata dos projetos educacionais e programas;
2. Abertura e reabertura de turmas/matrículas, contra a superlotação das salas de aulas;
3. Nomeados de todos(as) os(as) concursados(as);
Essa foi a pauta da Greve que começou no Dia 09/02/2015 e durou até o Dia 09/03/2015, uma Segunda-feira. Nesse dia, ocorreu a Assembleia que decidiu voltar para as escolas, em Estado de Greve, a partir do Dia 12/03/2015. Na ocasião, ficou decidido que:
DELIBERAÇÕES DA ASSEMBLEIA ESTADUAL EXTRAORDINÁRIA
Curitiba, 09 de março de 2015.
Curitiba, 09 de março de 2015.
MOBILIZAÇÃO
1. Suspensão da greve e reinstalação do estado de greve: unidade da categoria e retorno à greve sob qualquer ameaça aos direitos.
2. Após a assembleia estadual ato de encerramento da greve no acampamento, local que teve um papel importante de manutenção e resistência da nossa greve.
3. Retorno às escolas com dois dias para organização das escolas e colégios (terça e quarta-feiras). Início das aulas na quinta-feira, dia 12/03.
4. Recepção aos pais, mães e estudantes com carta de agradecimento à comunidade escolar, no dia de retorno às aulas.
5. Debate com os(as) alunos(as) sobre todo processo da greve, principalmente nos primeiros dias do retorno (aula inaugural).
6. Reunião com pais, mães e responsáveis para debate de todo processo da greve.
7. Jornal 30 de Agosto organizativo do final da greve. Produção de materiais sobre a greve (inclusive vídeo).
8. Agradecimentos à comunidade em geral, aos que fizeram doações no acampamento, imprensa, câmaras municipais, movimentos sociais e sindicais, todas as instituições, etc.
9. Fortalecimento das comissões escolares e dos conselhos regionais.
10. Uso contínuo dos materiais da greve (camisetas, botons, adesivos).
11. Atas notariais – reconhecimento jurídico das condições da escola, com filmagens, fotos e relatos.
12. Em todo dia 12 de cada mês que for letivo, realizar atividades nas escolas e nos Núcleos Sindicais com a memória da greve. Dia “EU TÔ NA LUTA”. Debater também nestes dias a situação das escolas.
13. Amplo debate sobre a Paranaprevidência / defesa da nossa a proposta / vigilância permanente. Realizar um seminário sobre o tema, produzir materiais e tudo que for preciso para defesa da nossa previdência.
14. Campanha pelo direito de greve – defesa dos trabalhadores. Carta de apoio às demais categorias que estão em greve. Não aceitamos a judicialização da greve.
OUTROS ASSUNTOS:
- Aprovada a realização da assembleia estadual ordinária de prestação de contas até o final do mês de abril.
- Aprovada a contribuição extra de uma mensalidade sindical no mês de março/2015 para pagamento das despesas da greve (ônibus, acampamento, estrutura das assembleias).
Esse é o resumo da Greve, lembrando também alguns dados e datas:
10/02/2015 - os deputados estaduais, ignorando o clamor do povo, queria votar as mudanças na Paranaprevidência "a toque de caixa", através de Comissão Geral (sem análise aprofundada do tema). O povo, indignado, ocupou a Assembléia, e a sessão foi encerrada;
11/02/2015 - os deputados se reuniram no restaurante da Assembléia, a fim de terminar o que não tinham terminado no dia anterior: a decisão de que a mudança na Previdência dos Funcionários Públicos seria feita sem análise das comissões e/ou amplo debate sobre essas mudanças;
12/02/2015 - com o objetivo de forçar o debate sobre o tema, os funcionários públicos barraram TODAS as entradas da ALEP. Os deputados chegaram à mesma dentro de um camburão, forçaram a entrada, e os funcionários também entraram, cercando o restaurante. Acuados, os deputados decidiram suspender a votação, para voltar ao assunto depois do Carnaval, fazendo um debate mais sério sobre o assunto...

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