segunda-feira, 6 de julho de 2015

O POVO AO PODER - CASTRO ALVES

O POVO AO PODER

Quando nas praças s'eleva
Do Povo a sublime voz...
Um raio ilumina a treva
O Cristo assombra o algoz...

Que o gigante da calçada
De pé sobre a barrica
Desgrenhado, enorme, nu
Em Roma é catão ou Mário,

É Jesus sobre o Cálvario,
É Garibaldi ou Kosshut.

A praça! A praça é do povo
Como o céu é do condor
É o antro onde a liberdade
Cria águias em seu calor!

Senhor!... pois quereis a praça?
Desgraçada a populaça
Só tem a rua seu...
Ninguém vos rouba os castelos

Tendes palácios tão belos...
Deixai a terra ao Anteu.

Na tortura, na fogueira...
Nas tocas da inquisição
Chiava o ferro na carne
Porém gritava a aflição.
Pois bem...nest'hora poluta

Nós bebemos a cicuta
Sufocados no estertor;
Deixai-nos soltar um grito
Que topando no infinito

Talvez desperte o Senhor.

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.
Mas qu'infâmia! Ai, velha Roma,
Ai cidade de Vendoma,
Ai mundos de cem heróis,
Dizei, cidades de pedra,
Onde a liberdade medra
Do porvir aos arrebóis.

Dizei, quando a voz dos Gracos
Tapou a destra da lei?
Onde a toga tribunícia
Foi calcada aos pés do rei?
Fala, soberba Inglaterra,
Do sul ao teu pobre irmão;
Dos teus tribunos que é feito?
Tu guarda-os no largo peito
Não no lodo da prisão.
No entanto em sombras tremendas
Descansa extinta a nação
Fria e treda como o morto.
E vós, que sentis-lhes os pulso
Apenas tremer convulso
Nas extremas contorções...
Não deixais que o filho louco
Grite "oh! Mãe, descansa um pouco
Sobre os nossos corações".

Mas embalde... Que o direito
Não é pasto de punhal.
Nem a patas de cavalos
Se faz um crime legal...
Ah! Não há muitos setembros,
Da plebe doem os membros
No chicote do poder,
E o momento é malfadado
Quando o povo ensangüentado
Diz: já não posso sofrer.

Pois bem! Nós que caminhamos
Do futuro para a luz,
Nós que o Calvário escalamos
Levando nos ombros a cruz,
Que do presente no escuro
Só temos fé no futuro,
Como alvorada do bem,
Como Laocoonte esmagado
Morreremos coroado
Erguendo os olhos além.

Irmão da terra da América,
Filhos do solo da cruz,
Erguei as frontes altivas,
Bebei torrentes de luz...
Ai! Soberba populaça,
Dos nossos velhos Catões,
Lançai um protesto, ó povo,
Protesto que o mundo novo
Manda aos tronos e às nações.

Recife, 1864

sábado, 27 de junho de 2015

Gay Wedding in USA

Existem coisas que eu realmente não entendo...O Brasil, que sempre teve fama de ser um país tolerante, parece estar dando (muitos) passos atrás, nesse quesito...Ontem, o mundo todo ficou sabendo que a Suprema Corte dos EUA autorizaram o casamento gay, e li aqui mesmo algumas opiniões contrárias e muitas favoráveis. Legal, isso é democracia.
Mas hoje, lendo outras notícias, percebi, de forma mais aguda, como ainda temos muito para fazer a esse respeito, e o perigo que corremos, todos os dias, sem percebermos...Li uma notícia em que o Malafaia participou de um debate com ativistas LGBT, inclusive com a presença do Toni Reis, nosso conhecido de anos. Nem vou falar do Malafaia, porque ele já é famoso por falar besteira e ser mandado procurar rola.
Mas, me choca profundamente, ver que muitas outras pessoas, que não estão tão evidência, pensam que um mandato político lhes dá poder sobre a vida das pessoas, e os autoriza a dizer o que é "certo" ou "errado". Exemplos?
"A família começa com o encontro de um pênis com uma vagina", disse o deputado Flavinho (PSB-SP). Então, nobre deputado, além de usar um linguajar chulo, disfarçado de científico, você determina como começa uma família? Quer dizer que um estuprador que violente uma mulher e a engravide, constitui uma família? "Não foi isso que eu quis dizer", dirá você...mas eu sugiro que pense em todos os casos que podem vir dessa sua frase infeliz, antes de se pronunciar enquanto político. Mesmo porque, sabemos que o modelo nuclear de família tem deixado de existir há tempos, e muitas mulheres (sem a presença de um "pênis") ou muitos homens (sem a presença de uma "vagina"), têm criado seus filhos sozinhos, e muito bem criados, por sinal...
Quer outra?
"Qualquer relação que não gera frutos não é saudável", disse o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP). Saudável, para o Senhor, é gerar frutos e deixá-los para a adoção? Ou, uma mulher ou um homem estéril, que não gerem frutos, não são saudáveis? E não podem adotar uma criança? É preferível deixar crianças abandonadas nos orfanatos do que permitir a um casal gay adotá-los? Esse é o mesmo raciocínio de quem acha que um casal não pode fazer o controle da natalidade, e depois que tem muitos filhos sem poder sustentá-los, os abandona, deixa nas ruas, ou que viram bandidos? Ha sim...mas aí, pessoas de suas igrejas os recolhem e os transformam em "soldados da fé", em troca de um prato de comida, acertei? 
Por falar nisso, como essas igrejas encaram o fato de milhões de jovens vivendo nas ruas, como pedintes, passando fome, se prostituindo, entrando na criminalidade e se tornando pequenos marginais? Reduzindo a maioridade penal?
É essa a ideia que Jesus Cristo teria aprovado? Quem não se adequar, deve morrer? Deve ser excluído, punido? 
Eu acredito que os líderes religiosos podem e devem organizar seus respectivos rebanhos, mas não legislar sobre pessoas que não professam suas religiões, mesmo porque, eles nem ecumênicos são...O Estado deve ser laico, ou seja, deve servir para melhorar a vida de todos os cidadãos, e não apenas daqueles que possuem a mesma visão de mundo. Mas isso depende muito de quem está no Governo, colocado por um povo que também vê o mundo assim...então, é o estadunidense que é intolerante, preconceituoso, radical? Complicado....

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Reflexões sobre o 27/6

Amanhã é mais um dia de reposição, nos colégios de todo o Paraná. Mas é um dia significativo, pois iremos repor o dia 29 de abril, um dos piores (se não o pior) dias que já tivemos nesse, e em muitos anos. Não sei se exagero, quando digo que foi o pior dia de minha carreira profissional. Explico: comecei a trabalhar quando ainda estava no Magistério, lecionando para vintes adultos. Eu tinha 15 anos, e o aluno mais novo tinha 17. Era o último do extinto Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), no qual ingressei pelo dinheiro, afinal de contas. Para um adolescente de 15 anos, a oportunidade de trabalho remunerado era o maior atrativo. Mas, após dez meses de curso, com os vinte adultos alfabetizados, me descobri professor: a realização de poder ajudar alguém, sem esforço, de forma prazerosa, fez de mim um homem desejoso de ter mais...Eram os idos de 1983, e minha vocação ainda não despertara por completo, mas eu iria abraçá-la, anos depois, em 1988, quando comecei a trabalhar com uma Primeira Série, na então Escola 31 de Março, em Ipanema. Não lembro mais quem eram os alunos dessa primeira turma, pois logo vieram outras e outras e hoje, mais de 20 anos depois, tenho ex-alunos aos montes, muitos com filhos adolescentes, e já quase virando avôs...
Eu, do meu lado, ainda me sinto jovem, no sentido de que acordo disposto, vou animado dar minha aula, e até acho graça da preguiça dos alunos ("estão perdendo para mim, em disposição", falo as vezes).
Mas, parece que minha História enquanto educador, estava incompleta: comecei a lecionar em 1988, ano fatídico, em que os professores foram agredidos pelos cavalos do Álvaro Dias. Me formei, fui Diretor, formei inúmeros alunos, fiz PDE, mas nunca tinha participado de greve. Ao meu ver, 1988 havia ensinado aos governadores que era melhor tratar bem a Educação, que ser inimigos dela. Por isso, em todo 30 de Agosto, sentavam-se o Sindicato e o Governo e, juntos, viam o que era possível para aquele ano, e o que se teria que deixar para mais adiante. Virou rotina, esses 30 de Agosto, e minha geração se acomodou a isso.
Então, foi uma surpresa quando, em 2014, chegamos a fazer greve, e mais ainda, quando tivemos que repeti-la, em 2015, e não uma, mas duas vezes. Digo surpresa, porque entendemos que chegamos a esse ponto porque o diálogo acabara, e não porque o Presidente da APP ou quem quer que seja, fosse desse ou daquele Partido. E à greve, foram todos os professores: de esquerda, direita, de centro, apartidários...É balela querer partidarizar a greve, mesmo porque não fizemos greve antes, mas não somos tão inocentes ou alienados como queiram fazer parecer.
Enfim, fizemos a greve, num período democrático, numa situação de direito, em que trabalhadores de toda e qualquer classe podem fazer. Mas nem motoristas e cobradores, lixeiros, enfermeiras, médicos ou qualquer categoria, passaram pelo que passamos: praticamente duas horas de bombardeios com gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha, atiradas no abdômen, tórax e rosto, com crianças tendo que ser socorridas numa creche, a Prefeitura ter que ser evacuada, e com mais de 200 pessoas feridas, apenas porque queriam reivindicar seus direitos, eu nunca tinha visto e nunca tinha imaginado, nem em meus pesadelos mais insanos. Lembro que brincávamos sobre ter uma rota de fuga, caso houvessem problemas, mas não acreditávamos que isso pudesse ocorrer...mas ocorreu...Amanhã, 27 de junho, teremos que repor esse dia, mesmo com sequelas morais e físicas, mesmo nos sentindo revoltados e traumatizados (muitas professoras ainda passam mal, desde aquela época), tendo sido brutalizados de forma pior que em 1988, pior que bandidos, e ainda sendo acusados de "demonizar o Governo". Se somos os representantes legais, de direito, da educação no Estado do Paraná, e fomos brutalizados dessa forma, o que dizer de nossos alunos, cidadãos em formação, futuros profissionais em suas respectivas áreas, quando tiverem e quiserem reivindicar seus direitos? O que farão? Como serão recebidos? Quem é o "demônio", para eles? Que tal os excelentíssimos governantes irem às escolas descobrir? Aqueles que foram racionais, humanos e sérios têm ido....E ninguém atirou nada neles...Por que outros não arriscam? Medo de água benta??????

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sobre a Greve: Parar ou não parar?

Após verificar várias opiniões, a favor da manutenção da Greve, e contra ela, cheguei a uma conclusão, e explico aqui os meus porquês. Antes de mais nada, gostaria de lembrar que estou e continuo na luta, que não pretendo “arregar” para o (des) Governador, participei da “invasão histórica de 12/2, fui chamado de “baderneiro” e criei um Blog com esse nome, fui massacrado em 29/4, participei de diversas caminhadas e procurei manter todos informados pelas redes sociais, inclusive filtrando os fatos sérios daqueles que eram “imprensa sensacionalista”. Creio que isso me dá moral para tomar a decisão de parar a greve. Faço questão de lembrar tudo que fiz, pois percebo uma certa tendência a se “desconfiar” de quem não quer a permanência da segunda Greve desse ano, num total de mais de dois meses parados. Feita essa introdução, coloco meus motivos numa pequena lista:

1 – começamos essa Greve, em 09/02, por causa de tudo o que o Governo havia feito nas escolas, no início do ano, impossibilitando nosso início de ano letivo. De toda a pauta original da Greve, quase tudo foi resolvido, exceto algumas medidas marcadas para o Segundo Semestre do Ano, e o debate sobre a Previdência;

2 – o debate sobre a Previdência foi o principal motivo do retorno à Greve, em 27/4. Mas a ela foram acrescentadas as discussões sobre a data-base e o piso, que no parecer do Presidente Hermes Leão, deveriam ter sido feitos num debate a parte. Democraticamente, ele aceitou a decisão da Assembleia, e a pauta foi ampliada. Entramos na segunda Greve com uma pauta diferente da primeira;

3 – No dia 29/4 fomos derrotados, num verdadeiro massacre, enquanto a mudança na Previdência foi votada, à nossa revelia. Desde então, além da pauta de Greve, também brigamos (?) na justiça sobre a Previdência (assunto 1) e o Massacre (assunto 2), e não sabemos exatamente quando e como essas situações serão julgadas;

4 – Nas últimas semanas, temos ficado em casa, com exceção de irmos a ALEP assistir sessões que nem sempre tem a ver com os nossos problemas (Ex.: votação sobre Piraquara tornar-se 'Capital das Águas'), ou fazer panfletagens (como a do Centenário) e 'tomar café' em frente a casa de deputados e do (des) Governador, ainda hoje. Estamos longe do nosso 'chão', que é a escola;

5 – vários professores e funcionários de escola têm relatado que estão em processo de depressão, estresse, sistema nervoso abalado, decepção com tudo o que tem acontecido, e falta de fazer o que sabem, que é trabalhar. Enquanto a sociedade tem vivido cada dia de forma praticamente igual, nós estamos até sendo chamados de 'folgados', como já ouvi relatos;

6 – nossos alunos têm tentado se virar como podem: alguns foram para escolas particulares (os que podem) e outros, que não podem, estão a mercê de uma decisão que nunca chega, e que a cada dia parece ficar mais difícil de acontecer;

7 – nas últimas semanas, temos acompanhado, pela televisão, uma briga interminável entre Governo, e a repreentante do FES (Marlei) e da APP (Hermes), e eles mesmo dizem que já não conseguem avançar mais do que conseguiram até agora. Se “demos o aval” a eles, para nos representar, devemos pesar o que eles dizem ou as suas decisões, e sem ficar chamando-os de “vendidos”, como temos visto por aí, o que demonstra claramente uma cisão no grupo, que favorece apenas o Governo;

8 – mesmo voltando para as escolas, temos consciência (plena) de que a nossa luta continuará, e que será ainda mais árdua, pois não cremos mais no (des) Governo, e tudo indica que ele é vingativo. Mais um motivo para evitarmos uma cisão no grupo, pois precisaremos estar unidos, nos “dias sombrios” que virão;
9 – não chegamos ao 8,17%, mas deixamos o (des) Governador com popularidade próxima ao zero, derrubamos dois secretários, um comandante da PM, colocamos a Rede Globo (RPC) contra o Governo, acabamos com a “excrecência” da Comissão Geral, e temos grande parte da população do nosso lado. Não considero isso com uma derrota;

10 – e, finalmente, a questão financeira: nem o Sindicato e nem nós, temos condições de arcar com uma Greve interminável. O FES congrega 14 Sindicatos, e a maioria está trabalhando, e a população ainda nos apoia, mas não tem condições de “ir à luta” conosco. Assim, estamos no limiar da exaustão que, se aliada a descontos na folha de pagamento, provocará uma cisão ainda maior no movimento. Mesmo que recuperemos esses valores num futuro distante, não será acrescido de juros. Assim teremos que fazer “a greve da greve”, caso comecem os descontos. E, mesmo que levemos a instâncias superiores, levará tempo até que se tome uma decisão.

Talvez meus motivos pareçam incipientes para alguns, e talvez precisem de maior discussão. Mas, tentei elencar os itens conforme o que tenho lido e ouvido, e não penso só no meu caso, pois sou Professor QPM 40 horas e não tenho família para sustentar. Penso mais nos professores PSS, nos que estão em início de carreira, nos funcionários das escolas, naqueles que têm família, ou precisam do salário por questões de doença, em nosso alunos mais carentes, cuja merenda escolar é necessária, assim como o estudo, para que possam romper esse ciclo de pobreza, entrando em faculdades, e outros casos mais. Procuro ser técnico, prático e humano, nesse parecer. E, mesmo insatisfeito, creio ser melhor o retorno para sala de aula, pois essa greve não será a última, durante esse (des) Governo, mas também não é o único recurso que temos.


Rogerio Zanetti – Professor de História do Colégio Estadual Santa Rosa

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Histórico da Greve - Parte 3

27/02/2014 - Nota Pública do Comando de Greve Estadual da APP-Sindicato

Após análise do texto do governo com as propostas já apresentadas, foram tomados os seguintes encaminhamentos:

http://www.app.com.br/portalapp/imprensa/ATA_PROPOSTA_GREVE.pdf 

1 - Sobre a retomada da organização das escolas, é necessário que o governo apresente imediatamente um calendário de cada item da pauta:
1.1 - Abertura das matrículas para a comunidade escolar, inclusive da Educação Profissional, respeitadas as Resoluções 4527/11 e 001/14.
1.2 - Abertura da demanda dos projetos educacionais para reorganização da escola.
1.3 - Efetivação do Porte das escolas (demanda organizativa) conforme a Resolução 4008/14 e seus ajustes, critérios de dezembro de 2014, após restabelecidos os projetos educacionais e matrículas.
1.4 - Nomeação de todos(a)s os(a)s concursados(a)s antes da distribuição de aulas.
1.5 - Calendário de nova distribuição de aulas, pois entendemos que será necessária nova distribuição de aulas a partir do efeito cascata da nova demanda.
1.6 - Necessidade de dias organizativos na escola para retorno das aulas a partir da distribuição de aulas.
2 - Pagamento das parcelas especiais do Fundo Rotativo: definição de prazo para pagamento das parcelas.
3 - Reivindicamos a antecipação da implantação dos pagamentos e proposta do pagamento dos atrasados das promoções e progressões.
4 - PDE: garantia do PDE 2015 em agosto e retomada das turmas do PDE de 2013 e 2014. Valorização do PDE junto as Universidades Públicas. Pagamento das bolsas para estudantes e professores.
5 - Retomada das licenças especiais.
6 - Paranaprevidência: defesa intransigente dos direitos previdenciários de todos(a)s os(as) servidores(a)s públicos(as) do Estado. A previdência é um patrimônio dos(a)s servidores(a)s que sempre contribuíram com a sua parcela de recursos descontada mensalmente dos salários.
- Vários governos deixaram de aplicar a sua parte no sistema previdenciário ao longo dos anos.
- Não aceitaremos nenhum projeto que retire direitos previdenciários e recursos do Fundo Previdenciário.
- O Comando também definiu que a APP-Sindicato, como integrante do Fórum das Entidades Sindicais (FES), concorda com a mesma propostas defendidas pelos(as) servidores(as) públicos(as) representados(as) pelo FES para a previdência.
CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLEIA ESTADUAL DA CATEGORIA
Diante do quadro apresentado, o Comando de Greve Estadual decidiu convocar Assembleia Estadual para o dia 04/03/2015, às 9h, em Curitiba.
Importante: somente a Assembleia pode avaliar as propostas apresentadas pelo governo. Portanto é importante que ela ocorra. É um momento de avaliação da categoria. Não significa o encerramento da Greve.
Avaliação do Comando de Greve: entendemos que todas essas medidas são necessárias, pois há uma desconfiança total em relação ao cumprimento das mesmas. Em outros momentos o Governo rompeu com os compromissos assumidos.
Apoio da Comunidade: reiteramos e agradecemos o apoio da comunidade em geral. Estamos lutando para que seu filho e sua filha e você tenham uma Educação de qualidade. Nosso muito obrigado!
Curitiba, 26 de fevereiro de 2015
COMANDO DE GREVE ESTADUAL


06/03/2015 - Vitória: regime de Comissão Geral chega ao fim na Alep
06/03/2015 - Vitória da luta! Governo recua da fusão dos fundos da previdência
06/03/2015 - Assembleia avaliará carta-compromisso
09/02/2015 - Categoria suspende maior greve na educação dos últimos 20 anos

Por que os educadores(as) decidiram pelo fim da greve? A categoria avaliou, através do relato da direção estadual da APP e do Comando Estadual de greve e, assim,  votou pela suspensão da greve e pela manutenção do estado de greve (que significa que ao primeiro sinal de descumprimento da carta compromisso assinada pelo governo estadual, o sindicato poderá convocar uma assembleia para reinstaurar a greve). A categoria avaliou o resultado nas seguintes propostas:
Previdência - Projetos 06/2015 e 60/2015 retirados graças a ocupação. Vitória: governo aprovou projeto que coloca fim nas comissões gerais e se compromete oficialmente em não enviar nenhum projeto que altere a contribuição previdenciária sem o prévio debate com entidades sindicais.
Profissionais do regime PSS - Rescisões foram pagas.
1/3 de férias - Greve garantiu o recuo no parcelamento. Carta compromisso garante pagamento do direito em parcela única no ultimo dia útil. O auxílio-alimentação (R$ 103 por mês) para agentes educacionais está garantido e pagamento de parcelas em atraso quitado. Governo assumiu publicamente o compromissos de não atrasar mais os repasses que complementam os salários dos(as) educadores(as).
Pagamento das redes conveniadas - (educação especial, educação no campo) – Compromisso público do não atraso e pagamento de dívidas foram quitadas.
Salários - Este item não estava na pauta, mas em virtude dos desdobramentos das negociações, houve um debate intenso sobre o pagamento dos PSS. Será feito todo 5º dia útil de cada mês; o dos servidores e servidoras sempre o último dia útil. Compromisso no não atraso com nenhum dos segmentos.
Promoção e progressão - Debate intenso, são mais de 30 mil profissionais com direitos acumulados. O pagamento de maio para funcionários(as) e de junho de 2014 para professores(as) não havia sido efetuado e não havia diálogo sobre os atrasados. Na reunião mediada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, na última sexta-feira (06), o governo do Estado se comprometeu a quitar atrasados com funcionários(as) até agosto; e com professores(as) até outubro de 2015.
Desmonte e desorganização das escolas -  A Secretaria de Estado da Educação vem desorganizando as escolas desde o final do ano letivo de 2014, instaurando o caos. A ordem era “cortar despesas”, “eliminar gastos”, mesmo que para isso funcionários(as) tivessem que ser demitidos e alunos(as) fossem ‘amontoados’ em salas lotadas. O debate sobre este ponto foi um dos mais longos desta greve, com um total de mais de sete horas de duração. Sobre a superlotação de alunos(as) nas salas, governo assumiu compromisso de revisar número mínimo e máximo, e não usar o número máximo como base. Novas turmas serão abertas. Assumiram ainda o compromisso de retomar com as turmas de línguas, o Celem, com a Hora Treinamento, com o programa Mais Educação, e com os projetos tradicionais que as escolas já mantinham. Vitórias fruto da luta, das grandes caminhadas!
Concursados - Já foram nomeados(as) por decreto 463 professores e 1019 pedagogos. Agora, serão quase 6 mil novos(as) servidores(as) nas escolas públicas do Paraná.
PDE 2015 - O grupo selecionado para iniciar no mês de agosto está mantido, vitória da categoria.
Distribuição de aulas para PSSs - Compromisso de redistribuição conforme ordem de 2014.
Porte das escolas - Já enviados os critérios, conforme reivindicação, para uma nova resolução que trará os mesmo referenciais de 2014. Recontratações de funcionários e equipes pedagógicas maiores.
Licenças - Governo assume que manterá as licenças especiais para 2015 e que as licenças para mestrado e doutorado estão garantidas, conforme resolução específica.
Fundo rotativo - Atrasados quitados e garantida do depósito de duas parcelas extras para fundo rotativo para reparar prejuízos (danos, juros) causados pelos atrasos com as parcelas de 2014. Vitória!
Por que os(as) educadores(as) continuam em luta? O presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, teve sua postura elogiada nesta greve pela firmeza na condução política do processo e relembra “Tivemos muitas conquistas, mas a pauta histórica da categoria tem mais de 50 itens. Ela foi formulada e aprovada desde abril do ano passado, a APP solicitou reabertura desta pauta para que este governo ou qualquer outro governo jamais ouse atacar os direitos da categoria. É uma greve de resistência considerada por este sindicato e por todo país como exemplo de mobilização”, explica o presidente.
A greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação foi destaque, não só no país, mas recebeu menções e apoio internacional. Educadores(as), unidos(as) pelo Sindicato, enfrentaram um governador, uma bancada de deputados e deputadas favoráveis ao governo. Enfrentaram portões fechados na assembleia, cordões de segurança, ações na justiça, investimentos de milhões em publicidade paga pelo governo, e voltam às escolas fortalecidos, vencedores e vencedoras de uma partida histórica para a educação pública estadual.
As aulas voltarão ao normal, conforme o calendário escolar. Haverá agora, dois dias organizativos para reestruturação administrativa e pedagógica nas escolas e na quinta-feira (12) os alunos voltam as aulas com uma lição: a união  tem o incrível poder de educar e mudar os rumos da história. A primeira aula em sala de aula contará com um exemplo de cidadania de professores(as) e funcionários(as).
A suspensão da greve, marca o fim desta partida, mas a disputa continua, o estado de greve está mantido e a categoria seguirá firme dentro e fora de campo, dentro e fora das escolas. “A mobilização é para além da greve, é na escola, no nosso local de trabalho que também mostramos nossa força”, sintetiza a professora Walkíria Olegário Mazetto, secretária educacional da APP.
Acrescentou-se: 

Diferente do que foi informado no texto publicado no portal da APP-Sindicato, no início da tarde de hoje - Categoria suspende maior greve na educação dos últimos 20 anos - estas são as duas informações corretas:

- Ainda não foi publicado decreto nomeando os 463 professores(as). Este decreto ainda é aguardado. A APP está acompanhando a situação.

- Sobre a data do pagamento dos PSS, na negociação o governo se comprometeu a realizar o pagamento dos salários dos(as) temporários (as) na mesma data em que é feito o pagamento aos(às) efetivos(as): último dia útil de cada mês.

As informações já foram corrigidas no texto. Pedimos desculpas pelo engano.

Secretaria de Comunicação
APP-Sindicato



 DELIBERAÇÕES DA ASSEMBLEIA ESTADUAL EXTRAORDINÁRIA
Curitiba, 09 de março de 2015.
MOBILIZAÇÃO
1. Suspensão da greve e reinstalação do estado de greve: unidade da categoria e retorno à greve sob qualquer ameaça aos direitos.
2. Após a assembleia estadual ato de encerramento da greve no acampamento, local que teve um papel importante de manutenção e resistência da nossa greve.
3. Retorno às escolas com dois dias para organização das escolas e colégios (terça e quarta-feiras). Início das aulas na quinta-feira, dia 12/03.
4. Recepção aos pais, mães e estudantes com carta de agradecimento à comunidade escolar, no dia de retorno às aulas.
5. Debate com os(as) alunos(as) sobre todo processo da greve, principalmente nos primeiros dias do retorno (aula inaugural).
6. Reunião com pais, mães e responsáveis para debate de todo processo da greve.
7. Jornal 30 de Agosto organizativo do final da greve. Produção de materiais sobre a greve (inclusive vídeo).
8. Agradecimentos à comunidade em geral, aos que fizeram doações no acampamento, imprensa, câmaras municipais, movimentos sociais e sindicais, todas as instituições, etc.
9. Fortalecimento das comissões escolares e dos conselhos regionais.
10. Uso contínuo dos materiais da greve (camisetas, botons, adesivos).
11. Atas notariais – reconhecimento jurídico das condições da escola, com filmagens, fotos e relatos.
12. Em todo dia 12 de cada mês que for letivo, realizar atividades nas escolas e nos Núcleos Sindicais com a memória da greve. Dia “EU TÔ NA LUTA”. Debater também nestes dias a situação das escolas.
13. Amplo debate sobre a Paranaprevidência / defesa da nossa a proposta / vigilância permanente. Realizar um seminário sobre o tema, produzir materiais e tudo que for preciso para defesa da nossa previdência.
14. Campanha pelo direito de greve – defesa dos trabalhadores. Carta de apoio às demais categorias que estão em greve. Não aceitamos a judicialização da greve.
OUTROS ASSUNTOS:
- Aprovada a realização da assembleia estadual ordinária de prestação de contas até o final do mês de abril.
- Aprovada a contribuição extra de uma mensalidade sindical no mês de março/2015 para pagamento das despesas da greve (ônibus, acampamento, estrutura das assembleias).

Por Que Fizemos A Greve de Fevereiro de 2015

Numa tentativa de resgatar a historicidade da Greve de 2015, voltei a olhar todos os anúncios feitos pela APP-Sindicato. Poderia ter lido jornais e revistas, e revisto vídeos, mas achei que o ponto inicial deveria ser as postagens do Sindicato, pois ele foi o epicentro do terremoto, que nos levou a votar pela Greve, e foi acusado pelo Governo de fazer jogada política.

Não vi postagens de 2014, e usei como ponto inicial a primeira postagem de 2015, do Dia 28 de Janeiro, quando a SEED determinou a redistribuição das aulas. Explico: as aulas já haviam sido distribuídas em 2014, ou seja: os professores já haviam escolhido para quais turmas iriam lecionar, o que é um avanço. Mas, veio a ordem, vamos cumprir, não é mesmo?

Assim, a Semana de 2 a 6 de Fevereiro, que deveria ser para Planejamento, acabou se tornando em Redistribuição (2 a 4) e Planejamento (5 e 6). Ou seja: queriam que organizássemos o início do ano letivo da seguinte maneira: num dia (o meu foi 3/2) escolheríamos para quais turmas daríamos aulas (eu escolhi Ensino Médio, duas aulas por turma = 13 turmas) e em dois dias planejasse como seria o início com essas 13 turmas. Se alguém quiser, explico melhor a importância do Planejamento em outra postagem, mais detalhada.

Mas as notícias não eram somente essas:

30/01/2015 - 30% dos(as) funcionários(as) PSS de escola serão demitidos

Os efetivos não haviam recebido o Terço de Férias, os PSS não haviam recebido o mês de Dezembro de 2014, funcionários seriam demitidos, inviabilizando o início das aulas em muitas escolas, e ainda havia um "pacotaço de medidas" que seriam votados na Assembléia Legislativa, que prejudicariam a carreira de todos:


Boletim da APP-Sindicato - 01/2015

Diante desse quadro, a APP-Sindicato convocou uma Assembleia, que ocorreu em Guarapuava, no dia 07/02/2015, e essa Assembleia definiu Greve a partir de 09/02/2015.

Qual era a Pauta da Greve?

PAUTA DA GREVE
1. Retirada ou rejeição dos projetos de lei PLC 06/2015 e o 60/2015 (a nomenclatura que receberam as duas mensagens enviadas pelo governador à Assembleia Legislativa do Paraná na última semana);
2. Pagamento imediato dos salários em atraso (PSS, 1/3 de férias, auxílio alimentação, conveniadas);

3. Retomada das negociações sobre os temas educacionais e a organização escolar;

4. Retomada do Porte das Escolas (tendo como referência mínima dezembro de 2014).

PONTOS IMEDIATOS PARA NEGOCIAÇÃO

1. Retomada imediata dos projetos educacionais e programas;

2. Abertura e reabertura de turmas/matrículas, contra a superlotação das salas de aulas;

3. Nomeados de todos(as) os(as) concursados(as);
Essa foi a pauta da Greve que começou no Dia 09/02/2015 e durou até o Dia 09/03/2015, uma Segunda-feira. Nesse dia, ocorreu a Assembleia que decidiu voltar para as escolas, em Estado de Greve, a partir do Dia 12/03/2015. Na ocasião, ficou decidido que:
 DELIBERAÇÕES DA ASSEMBLEIA ESTADUAL EXTRAORDINÁRIA
Curitiba, 09 de março de 2015.
MOBILIZAÇÃO
1. Suspensão da greve e reinstalação do estado de greve: unidade da categoria e retorno à greve sob qualquer ameaça aos direitos.
2. Após a assembleia estadual ato de encerramento da greve no acampamento, local que teve um papel importante de manutenção e resistência da nossa greve.
3. Retorno às escolas com dois dias para organização das escolas e colégios (terça e quarta-feiras). Início das aulas na quinta-feira, dia 12/03.
4. Recepção aos pais, mães e estudantes com carta de agradecimento à comunidade escolar, no dia de retorno às aulas.
5. Debate com os(as) alunos(as) sobre todo processo da greve, principalmente nos primeiros dias do retorno (aula inaugural).
6. Reunião com pais, mães e responsáveis para debate de todo processo da greve.
7. Jornal 30 de Agosto organizativo do final da greve. Produção de materiais sobre a greve (inclusive vídeo).
8. Agradecimentos à comunidade em geral, aos que fizeram doações no acampamento, imprensa, câmaras municipais, movimentos sociais e sindicais, todas as instituições, etc.
9. Fortalecimento das comissões escolares e dos conselhos regionais.
10. Uso contínuo dos materiais da greve (camisetas, botons, adesivos).
11. Atas notariais – reconhecimento jurídico das condições da escola, com filmagens, fotos e relatos.
12. Em todo dia 12 de cada mês que for letivo, realizar atividades nas escolas e nos Núcleos Sindicais com a memória da greve. Dia “EU TÔ NA LUTA”. Debater também nestes dias a situação das escolas.
13. Amplo debate sobre a Paranaprevidência / defesa da nossa a proposta / vigilância permanente. Realizar um seminário sobre o tema, produzir materiais e tudo que for preciso para defesa da nossa previdência.
14. Campanha pelo direito de greve – defesa dos trabalhadores. Carta de apoio às demais categorias que estão em greve. Não aceitamos a judicialização da greve.
OUTROS ASSUNTOS:
- Aprovada a realização da assembleia estadual ordinária de prestação de contas até o final do mês de abril.
- Aprovada a contribuição extra de uma mensalidade sindical no mês de março/2015 para pagamento das despesas da greve (ônibus, acampamento, estrutura das assembleias).
Esse é o resumo da Greve, lembrando também alguns dados e datas:
10/02/2015 - os deputados estaduais, ignorando o clamor do povo, queria votar as mudanças na Paranaprevidência "a toque de caixa", através de Comissão Geral (sem análise aprofundada do tema). O povo, indignado, ocupou a Assembléia, e a sessão foi encerrada;
11/02/2015 - os deputados se reuniram no restaurante da Assembléia, a fim de terminar o que não tinham terminado no dia anterior: a decisão de que a mudança na Previdência dos Funcionários Públicos seria feita sem análise das comissões e/ou amplo debate sobre essas mudanças;
12/02/2015 - com o objetivo de forçar o debate sobre o tema, os funcionários públicos barraram TODAS as entradas da ALEP. Os deputados chegaram à mesma dentro de um camburão, forçaram a entrada, e os funcionários também entraram, cercando o restaurante. Acuados, os deputados decidiram suspender a votação, para voltar ao assunto depois do Carnaval, fazendo um debate mais sério sobre o assunto...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Histórico da Greve - Parte 2

10/02/2015 - Educadores(as) são barrados nos portões da Alep

Fonte: http://app.com.br/greve/?m=201502&paged=7


10/02/2015 - Governo apresenta alterações nos projetos de lei. Greve continua


GOVERNO ABRE MÃO:
Projeto que está na ALEP
Nova proposição
Acaba com o quinquênio e reduz o anuênio de 5% para 0,1%Ficam mantidos os adicionais por tempo de Serviço (quinquênios e anuênios)
Limitava o valor do auxílio transporte a cerca de R$ 360,00 e retirava a indexação. PSS também teriam direito a este valor, mesmo com 40 horasManutenção do auxílio transporte para professores e funcionários na forma como já consta nos planos de carreira

Retirava formas de progressão e promoção na carreira de professores e funcionáriosManutenção das progressões e promoções
Extinguia PDEManutenção do PDE
PAUTA DA GREVE
1. Retirada ou rejeição dos projetos de lei PLC 06/2015 e o 60/2015 (a nomenclatura que receberam as duas mensagens enviadas pelo governador à Assembleia Legislativa do Paraná na última semana);
2. Pagamento imediato dos salários em atraso (PSS, 1/3 de férias, auxílio alimentação, conveniadas);
3. Retomada das negociações sobre os temas educacionais e a organização escolar;
4. Retomada do Porte das Escolas (tendo como referência mínima dezembro de 2014).
PONTOS IMEDIATOS PARA NEGOCIAÇÃO
1. Retomada imediata dos projetos educacionais e programas;
2. Abertura e reabertura de turmas/matrículas, contra a superlotação das salas de aulas;
3. Nomeados(as) de todos(as) os(as) concursados(as).
10/02/2015 - Nota de Esclarecimento: ocupação da Assembleia Legislativa
ESCLARECIMENTO
A ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná é fruto da indignação que tomou conta dos(as) servidores(as) que acompanhavam, do lado de fora, a votação no plenário. O governo, com a sua falta de diálogo, causou esta situação. A ocupação ocorreu logo após a votação, e aprovação, do requerimento que transformou a sessão em Comissão Geral.  Enquanto a Polícia Militar acompanhou a movimentação de forma tranquila, mais uma vez, os seguranças da Alep foram além: agrediram muitas pessoas.
A direção da APP-Sindicato, que estava no local, a todo o momento pediu calma e instou repetidamente que nada fosse depredado.  “Mas, infelizmente, tinha gente infiltrada, que não era da categoria, que começou um quebra-quebra”, informa o secretário de Comunicação da APP, Luiz Fernando Rodrigues. A direção continua no local monitorando, junto com os deputados que votaram contra o pacotaço, a movimentação da base governista.
O QUE ACONTECE AGORA?
Pessoal, o Comando de Greve decidiu: vamos dormir na Assembleia Legislativa. As barracas já foram instaladas na rampa, água e cobertores já foram distribuídos para aqueles e aquelas que estão no Plenário e nos arredores. A categoria não deixará o local até o governo reabrir, de fato, as negociações. Aos muitos colegas que, neste momento, fazem este heroico sacrifício pela nossa carreira, devemos o nosso apoio, solidariedade e um muito obrigado. Portanto, apoie a estes guerreiros participando do acampamento da greve. Precisamos continuar lotando a frente da Assembleia. Organize, na sua escola, grupos que se revezem no local diariamente. Precisamos mostrar que estamos unidos, fortes e motivados. Vamos mostrar a força da Educação ao governador Beto Richa!
11/02/2015 - Casa do povo: Educadores(as) ocupam a Alep
No final da tarde desta terça-feira (10), milhares de servidores(as) públicos ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná. A ocupação aconteceu logo após a votação de Comissão Geral, em que 34 deputados(as) estaduais votaram a favor da medida impositiva que garante a votação única do “Pacote de maldades 2” do governador Beto Richa.




12/02/2015 - Veja quem vota contra e a favor da Educação


12/02/2015 - Portões estão fechados também para Deputados(as)
Em protesto contra sessão às escondidas, trabalhadores(as) bloqueiam portões da Assembleia Legislativa
12/02/2015 - Vitória do povo! Projetos são retirados de votação
Após quatro dias de fervorosa manifestação, mais de 50 mil trabalhadores(as) protagonizaram hoje(12) um dos maiores embates da carreira dos trabalhadores(as) nos últimos anos. Parecia cena de filme policial quando, no início da tarde, deputados e deputadas utilizaram camburões e até uma escolta armada para ultrapassar os portões cercados  por manifestantes. Sob gritos de revolta dos(as) servidores(as), os(as) deputados(as) iniciaram a sessão legislativa que votaria os dois projetos impopulares do governador Beto Richa com propostas de alteração na carreira do funcionalismo público. Acuados(as) no restaurante da assembleia, 44 deputados(as) deram início a sessão, enquanto lá em baixo, manifestantes atravessaram os portões da Casa do Povo entoando o hino nacional.
12/02/2015 - Nota de repúdio à ação do governo do Estado e da Alep
Frente às declarações do governador do Paraná, senhor Beto Richa (PSDB), veiculadas na noite desta quinta-feira (12), a direção estadual da APP-Sindicato vem a público repudiar com veemência as alegações e a falta de diálogo daquele que foi eleito para governar um Estado e não para tentar fazer dele um reinado.
O governador, em entrevista, afirmou que eram apenas “baderneiros que invadiram a Assembleia Legislativa”. Eram, na verdade, milhares de servidores(as) em greve, que protestaram, mais uma vez, de maneira pacífica e ordeira em defesa de suas carreiras e salários. Em defesa de direitos historicamente conquistados com muitas lutas. Diante da eminência de um verdadeiro “tratoraço”, trabalhadores(as) saíram às ruas para “ousar” discordar do governador.
Ressaltamos que o governo foi informado da reinstalação da greve da educação ainda na segunda-feira, dia de seu reinício. Em um documento protocolado no Palácio Iguaçu, a direção da APP-Sindicato apresentou a pauta de reivindicações aprovada na assembleia da categoria no ultimo sábado (12). Além disso, solicitou imediato estabelecimento de uma mesa de negociação entre governo e sindicato, o que não ocorreu. O governo, pelo contrário, insistiu em sua gana de aprovar o pacote de maldades.
Infelizmente, mais uma vez educadores(as) foram recebidos pela polícia militar com bombas e balas de borracha. Os(as) deputados(as) aliados(as) foram vergonhosamente entronizados na Alep pela porta dos fundos, após cerrarem as grades. A indignação tomou conta daqueles(as) que ali estavam e decidiram ocupar o pátio da assembleia legislativa.
Vencemos apenas uma batalha e continuaremos em greve para exigir do governo o cumprimento das demais pautas da paralisação.
Direção Estadual da APP-Sindicato
13/02/2015 - APP e governo debatem pauta da greve na quinta-feira (19)
Um dia após a vitória histórica obtida pelos(as) educadores(as) e servidores(as) do Estado contra o pacotaço de Beto Richa, o governo, através do secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, contatou a direção estadual da APP-Sindicato para marcar uma reunião. A conversa ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 19, a partir das 14h30. O tema será a pauta da nossa greve (aprovada na assembleia da categoria, realizada em Guarapuava).

Nós não somos baderneiros. Somos professores/as e educadores/as. Na tarde da última quinta (12) eramos mais de 8 mil que democraticamente nos manifestávamos na ALEP. Outras dezenas de milhares cruzaram os braços em todo estado mostrando o total descontentamento com  as políticas que o governo criou. As aulas não estão acontecendo por culpa dos educadores/as, mas por incompetência deste governo que, entre outras coisas, não pagou a rescisão dos/as educadores PSS e nem o 1/3 de férias dos/as QPMs, está superlotando salas, fechando escolas, turnos e turmas, mexendo na demanda e não contratando funcionários/as PSSs suficientes para o inicio do ano letivo. É impensável, um verdadeiro contrassenso que, em pleno século XXI, algum governante atreva-se a fechar escolas. Isso só é explicável pela lógica que move governos deste mesmo tipo e que foi explicitada pelo próprio governador ontem: corte de gastos e diminuição das despesas. Sim!, para este governo a educação é um gasto, uma despesa.

CONTINUAMOS EM GREVE – saiba os motivos:
Para que nossos(as) filhos(as) possam estudar: muitas escolas estão com lista de espera de matrículas e o governo não libera a abertura de novas turmas.
Por salas com menor número de estudantes: o governador para economizar dinheiro, obrigou os(as) diretores(as) a juntar turmas nas escolas e hoje nossos(as) estudantes estão sendo obrigados a frequentar turmas superlotadas.
Pela reabertura dos programas e projetos pedagógicos: as salas de apoio educacional de atendimento especializado aos(as) nossos(as) estudantes foram encerradas. Os projetos esportivos e culturais também. O CELEM, onde nossos(as) filhos(as) tinham a oportunidade de estudar outra língua estrangeira, também foi fechado.
Pela recontratação imediata dos(as) funcionários(as) de escola: o governador Beto Richa(PSDB) demitiu quase todos(as) os(as) funcionários(as) das escolas estaduais. Além disso, não pagou o acerto destes(as) trabalhadores(as) e de 29 mil professores(as) demitidos em dezembro.
Pela contratação imediata de todos(as) os(as) professores(as) que foram aprovados(as) no último concurso público:  as escolas estão sem todos(as) professores(as) necessários para iniciar as aulas, isso não podemos admitir.
- Pelo repasse do dinheiro a todas as escolas: muitas escolas estão sem dinheiro para pagar as compras realizadas no final do ano. Foram compras de produtos de limpeza e materiais em geral e o governo não repassou o dinheiro de novembro e dezembro para que diretores(as) fizessem os pagamentos.
Pelo pagamento do salário de professores(as) e funcionários(as) das escolas conveniadas: professores(as) das APAES e outros convênios estão sem salário há três meses. Eles trabalharam com nossos estudantes e precisam receber.
Pelo pagamento do que o governo nos deve: Estamos sem receber nossas promoções e progressões, assim como o nosso terço de férias.
- Pela reabertura das negociações: o governador Beto Richa(PSDB) e sua equipe têm se negado a  conversar com os(as) trabalhadores(as) da educação e a comunidade escolar sobre melhorias para a escola pública.
Convocamos toda população do Paraná para juntos lutarmos por uma educação pública e de qualidade! Venha conosco nessa luta!
20/02/2015 - Convocação: Comando Estadual de Greve
As secretarias Geral e de Organização da APP-Sindicato convocam o Comando Estadual de Greve para reunião no sábado (21), às 8h30, na sede estadual da APP-Sindicato.
A reunião será conjunta com o Conselho Estadual da APP, no auditório da sede do sindicato, para avaliar e deliberar os encaminhamentos da greve.


22/02/2015 - Pauta da greve avança, mas não o suficiente! Greve continua!

No dia 07 de fevereiro, cerca de 10 mil trabalhadores(as) da educação participaram de uma assembleia na cidade de Guarapuava. Por unanimidade aprovaram o início da greve para o dia 09 de fevereiro. Também deliberaram sobre uma pauta que também foi aprovada sem qualquer voto contrário ou abstenções. É esta pauta que está sendo debatida nas negociações entre Comando de Greve e governo do Estado. Já avançamos em alguns itens, os quais devemos permanecer vigilantes até o cumprimento do que foi negociado. Outros pontos ainda estão pendentes e por isso a greve continua.
Mesmo que estes itens sejam atendidos e a greve se encerre, a nossa luta vai continuar! Temos uma pauta extensa que envolve 51 itens e diversos temas e segmentos da nossa categoria. A nossa luta nunca parou e não vai parar agora!



25/02/2015 - Greve faz governo apresentar propostas

Confira a pauta da greve e as propostas apresentadas pelo governo até hoje:
Item da pautaProposta do Governo
Retirada dos projetos de lei: PLC 06/2015 e PJ 60/2015Categoria mobilizada derrotou projetos de lei que nos tiravam direitos!
Governo retirou totalmente os projetos da Alep. Garantiu que não enviará qualquer projeto que retire direitos dos(as) servidores(as)
Sobre a previdência, retirou projeto da Alep e garantiu que fará um amplo debate com o Fórum das Entidades Sindicais(FES) sobre qualquer alteração. Afirmou que Fundo Previdenciário não será extinto.2. Pagamento imediato dos salários em atraso (PSS e 1/3 férias / auxílio alimentação/conveniadas)
 Rescisão PSS – pagamento foi efetuado ontem (24).1/3 de Férias – Governo se comprometeu a realizar o pagamento em parcela única até dia 31 de março, a todos(as) os(as) educadores(as) que usufruíram das férias em janeiro.
 Auxílio Alimentação – atrasados de novembro e dezembro foram pagos em janeiro e o de janeiro será pago este mês.
 Conveniadas – Na reunião de hoje, governo afirmou que todos os repasses serão quitados até a próxima segunda-feira (02).Progressões e Promoções ematraso: governo Implantará nos salários nos meses de maio (funcionários/as) e junho (professores/as) e abrir debate sobre pagamento de atrasados. Fundo Rotativo – Seed informou que realizará o pagamento de duas cotas extras referentes a atrasos do ano de 2014.3. Retomada das negociações sobre os temas educacionais e a organização escolarReabertura de turmas – Escolas poderão solicitar abertura e readequação de turmas. Seed encaminhará os procedimentos. Pedimos que enviem cópia do protocolo para o sindicato, através do email: educacional@app.com.brNova distribuição de aulas: Seed argumentou que não será necessária uma nova distribuição. Farão ajustes pontuais para adequar a distribuição já realizada com a reabertura das turmas, projetos e programas. SEED informou a suspensão do artigo que impede efeito cascata na distribuição de aulas.Retomara de programas e projetos
CELEM – serão liberadas as turmas onde houver demanda. As aulas serão atribuídas a professores(as) QPM ou PSS.

Hora-treinamento – Retomada

Mais educação – Retomada

Salas de apoio – Todas Retomadas
Todos estes projetos serão retomados e comporão novamente o cálculo para reestabelecimento do porte das escolas.Distribuição de aulas PSS – Aos(às)  professores(as) PSS poderão ser atribuídas aulas em número inferior a 26 h/a. Àqueles(as) que foram prejudicados(as) nas distribuições anteriores terão sua classificação garantida.Ordem de serviço – Será reaberto novo prazo para pedidos, inclusive para novos concursados(as).Licença para mestrado e doutorado– estão garantidas as prorrogações e novas liberações, obedecendo resolução específica.Nomeação de concursados(as) – governo reafirmou nomeação de cerca de 1000 pedagogos(as) e outros 463 professores(as) que haviam ficado fora do decreto de nomeação anterior.Licença especial – Seed havia suspenso as licenças para todo o ano de 2015. Hoje o secretário afirmou que estão suspensas até junho. Educadores(as) que necessitam tirar licença neste período devem apresentar pedido com justificativa.PDE – governo havia suspenso o PDE para este ano. Recuou desta posição e mantém a suspensão até agosto.Agentes Educacionais I – serão recontratados imediatamente;
Agentes educacionais II – serão contratados à partir da readequação do porte das escolas.4. Retomada do Porte das Escolas (tendo como referencia mínima dez/2014)Seed informou que um novo Porte será rodado obedecendo os mesmos critérios de dezembro de 2014. Isto significa que os números de funcionários(as), pedagogos(as), diretores(as) e diretores(as) auxiliares por escola continuam de acordo com regra do ano passado.
Também foi definida a constituição de um grupo de trabalho com o objetivo de acompanhar a evolução das Finanças do estado. 
Nesta quinta-feira(26) acontece uma reunião do comando estadual de greve para avaliar as propostas apresentadas e, somente depois disso, deve determinar a convocação ou não de uma assembleia da categoria. A assembleia deve ser convocada com, no mínimo 48 horas de antecedência com publicação em jornal de circulação estadual. Portanto, a greve e o acampamento continuam até que educadores(as) avaliem as propostas do governo e decidam o futuro da mobilização.
Participaram da reunião integrantes da direção estadual da APP-Sindicato: Hermes Silva Leão, Walkíria Olegário Mazeto, Marlei Fernandes de Carvalho, Celso José dos Santos, Elizamara Goulart, Luiz Fernando Rodrigues, além de integrantes do comando estadual de greve: Luiz Carlos Paixão da Rocha e Rodrigo Tomazini. O deputado estadual Professor Lemos (PT) e o economista Cid Cordeiro também acompanharam o debate.
26/02/2015 - Greve continua! Assembleia da categoria será quarta-feira (04)
* Como a Assembleia de Fevereiro tem vários conteúdos, postarei na sequência!